Furos de Água em Lagos
Em Lagos, quase todo o barrocal assenta no aquífero Almádena–Odeáxere, e o litoral pode cair na faixa onde a ARH Algarve mantém restrições. Fazemos o furo depois de confirmarmos as duas coisas para o seu terreno.
Actualizado em outubro de 2026
Resposta curta: Fazemos furos em Lagos, de Odiáxere e Bensafrim à Luz e à Barragem da Bravura. Antes de perfurar confirmamos se o terreno está na «área crítica para extração de água subterrânea», a faixa costeira onde as restrições de 2026 se mantêm, e para que serve a água. Orçamento gratuito, resposta em 24–48 h.

O aquífero Almádena–Odeáxere
O principal sistema aquífero do concelho é o Almádena–Odeáxere: cerca de 63,5 km² entre Odeáxere, a leste, e Almádena, já em Vila do Bispo, a oeste. É um aquífero cársico, livre a confinado, em calcários e dolomitos do Jurássico, com espessuras entre 60 e 1 000 m, coberto aqui e ali por areias e cascalheiras e pelos aluviões das ribeiras de Almádena e de Bensafrim.
- Caudais: nos furos inventariados pela CCDR Algarve, os caudais mais frequentes ficam entre 2 e 10 l/s, com mediana de 5,6 l/s e máximo de 50 l/s. São números do aquífero, não uma promessa para o seu terreno.
- Níveis estáveis: o mesmo estudo descreve um sistema com elevado poder regulador, em que o nível da água varia em geral menos de 3 m de um ano para o outro.
- Zonas húmidas: o aquífero descarrega naturalmente ao longo da ribeira de Bensafrim e na Boca do Rio. É uma das razões por que a ARH olha com atenção para novas captações.
- Limites: a noroeste, a falha de Barão de São João limita o aquífero; para lá dela a água circula sobretudo em fraturas da rocha e o caudal muda muito de um furo para o vizinho. A leste, na zona de Odiáxere, começa o sistema Mexilhoeira Grande–Portimão.
Uma reserva de água pública
Durante quase todo o século XX, o Almádena–Odeáxere foi a principal origem de água de Lagos e de Vila do Bispo. Em 1999 o abastecimento público passou para água de barragens, mas a seca de 2004–2005 mostrou o risco de depender de uma só origem, e o aquífero voltou a ser visto como reserva. Na prática, um furo particular em Lagos capta água de uma reserva com valor público, e a ARH analisa cada pedido com esse cuidado.
O que continua restrito em Lagos
Em maio de 2026 a APA levantou as restrições ao licenciamento de novos furos em todas as massas de água do Algarve, com duas exceções: o subsistema de Vale de Lobo, na Campina de Faro, longe de Lagos, e a «área crítica para extração de água subterrânea», a faixa costeira que serve para prevenir a intrusão salina. Em Lagos é esta faixa que conta. Para terrenos perto da costa, na Luz, em Porto de Mós ou junto à Meia Praia, a primeira pergunta é se o terreno está dentro dela.
Os novos títulos que a APA anunciou destinam-se a usos agrícolas e industriais, avaliados um a um, com demonstração de que não há outra origem de água e com contagem dos volumes captados. Lagos tem ainda parte do Aproveitamento Hidroagrícola do Alvor, abastecido pela Barragem da Bravura: 800 dos 1 747 ha beneficiados ficam no concelho. Se o terreno já é regado pelo perímetro, confirmamos o enquadramento antes de falar em furo. Consulte o guia Novos furos no Algarve em 2026 e o de licenciamento.
Usos mais comuns em Lagos
- Moradias e vilas turísticas com jardim e piscina
- Quintas em Bensafrim e Barão de São João
- Rega de pomares e hortas
- Casas isoladas sem ligação à rede
Como trabalhamos em Lagos
Começamos pelo pin do Google Maps do terreno e pelo uso que quer dar à água. Com isso vemos em que parte do concelho está o terreno (aquífero, faixa costeira ou zona de fraturas), o que se sabe dos furos vizinhos e se o caso é viável. Se for, fazemos nós a perfuração, o entubamento e o ensaio de caudal, e tratamos do processo na ARH Algarve. Se não for, dizemos-lho antes de gastar dinheiro. Também fazemos limpeza e manutenção de furos antigos e troca de bombas.
Quanto custa um furo em Lagos
Praticamos preços indicativos de 35–80 €/m no Algarve e, para um furo doméstico completo, 3 000 a 10 000 € (valores indicativos, sem IVA). O valor final depende da profundidade, da rocha e do equipamento, e a profundidade só se confirma a perfurar. Por isso o nosso orçamento separa perfuração, entubamento, ensaio de caudal, bomba e licenciamento, e diz por escrito o que acontece se a água não chegar.
Se o terreno fica perto do limite do concelho, veja também como fazemos furos em Aljezur, em Portimão e em Monchique: a poucos quilómetros, o aquífero e as condicionantes da licença podem ser outros.
Perguntas frequentes — Lagos
Posso fazer um furo perto da praia, na Luz ou na Meia Praia?
Depende de o terreno estar ou não na faixa costeira crítica, onde as restrições da ARH Algarve se mantêm desde maio de 2026, e do uso da água. Perto do mar há ainda o risco de água salgada. Indique-nos a localização e confirmamos com a ARH antes de avançar.
Que caudal dá um furo no aquífero Almádena–Odeáxere?
Nos furos estudados pela CCDR Algarve, os caudais mais frequentes ficam entre 2 e 10 l/s, com mediana de 5,6 l/s. O caudal do seu furo só se conhece com o ensaio de caudal depois da perfuração; não o prometemos antes.
O terreno está no perímetro de rega da Bravura. Posso fazer um furo?
O Aproveitamento Hidroagrícola do Alvor tem regras próprias, e a ARH exige, para novos títulos agrícolas, que se demonstre que não há outra origem de água. Começamos por confirmar esse enquadramento.
A água do furo perto do mar é salgada?
Nem sempre: depende da distância à costa, da profundidade e do aquífero captado. Em zonas costeiras é essencial dimensionar bem a captação para evitar a intrusão salina, e uma análise da água esclarece a dúvida.
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Resposta em 24–48 h · Sem compromisso. Deixe os dados, descreva o terreno e entramos em contacto.
Fontes
- Hugman, modelo do sistema aquífero Almádena–Odeáxere, Universidade do Algarve (2009)
- CCDR Algarve (PROT), Anexo H: caracterização dos sistemas aquíferos
- APA: levantamento de restrições de licenciamento em massas de água (15 de maio de 2026)
- Edital n.º 69/ARHALG/DRHI da APA/ARH Algarve (maio de 2026)
- Regulamento Definitivo do Aproveitamento Hidroagrícola do Alvor (Diário da República, 2025)
- SNIRH: sistemas aquíferos de Portugal